quarta-feira, 8 de julho de 2026

A democracia virou um slogan? A perigosa banalização de uma das palavras mais importantes da República

Há palavras que carregam um peso histórico tão grande que deveriam ser usadas com parcimônia. "Democracia" é uma delas. No entanto, no Brasil contemporâneo, o termo parece ter perdido sua força. Tornou-se um recurso retórico, um escudo político e uma justificativa quase automática para decisões que, muitas vezes, sequer são discutidas de forma transparente com a sociedade.


Hoje, quase tudo é feito "em defesa da democracia". Leis, decisões judiciais, discursos políticos, manifestações públicas e até medidas polêmicas costumam ser apresentadas como indispensáveis para protegê-la. A impressão que fica é inquietante: a democracia deixou de ser um princípio para se transformar em um slogan.

Quando uma palavra serve para justificar qualquer ação, ela acaba deixando de explicar coisa alguma.

O uso seletivo da democracia

O conceito de democracia não pode ser moldado conforme a conveniência do momento. No entanto, é exatamente essa percepção que muitos cidadãos passaram a ter.

Quando interessa, invoca-se a democracia para defender determinada decisão. Quando a mesma palavra poderia proteger o direito à crítica, ao contraditório ou ao debate público, ela parece desaparecer do discurso.

Essa utilização seletiva fragiliza o próprio conceito democrático. Afinal, democracia não é apenas o resultado das urnas, nem a vontade circunstancial de quem ocupa o poder. Ela pressupõe equilíbrio entre instituições, respeito às leis, liberdade de expressão, fiscalização dos agentes públicos e igualdade perante a lei.

Sem esses elementos, o termo perde sua essência e passa a funcionar apenas como uma ferramenta de comunicação política.

A crítica não é inimiga da democracia

Uma democracia madura não teme o questionamento. Pelo contrário: ela depende dele.

Governos devem ser cobrados.

Parlamentares devem prestar contas.

Magistrados estão sujeitos ao escrutínio público dentro dos limites da lei.

A imprensa pode e deve ser criticada.

Nenhuma autoridade democrática deveria considerar a crítica um ato de hostilidade contra o Estado. Confundir discordância com ameaça institucional é um caminho que empobrece o debate público e alimenta a polarização.

O cidadão que faz perguntas, exige explicações e contesta decisões não está necessariamente atacando a democracia. Em muitos casos, está exercendo um dos direitos que a própria democracia garante.

O excesso de retórica esvazia os princípios

A repetição constante de determinadas expressões produz um efeito conhecido: elas deixam de sensibilizar.

Quando tudo é apresentado como uma batalha entre "democracia" e "ameaças à democracia", perde-se a capacidade de distinguir situações realmente graves de disputas políticas comuns.

Isso gera dois problemas.

O primeiro é o desgaste da linguagem institucional. Conceitos fundamentais deixam de inspirar respeito porque passam a ser empregados em excesso.

O segundo é a crescente desconfiança da população. Muitos brasileiros começam a enxergar a palavra "democracia" não como um valor coletivo, mas como um argumento utilizado por diferentes grupos para defender seus próprios interesses.

Independentemente de concordar ou não com essa percepção, ela merece atenção. Em uma democracia saudável, a confiança pública é um ativo precioso e sua erosão tem consequências para todas as instituições.

Democracia não pertence aos governantes

Existe uma inversão preocupante no debate público.

Muitas vezes, parece que a democracia pertence às autoridades e que os cidadãos precisam apenas aceitá-la como lhes é apresentada.

A lógica constitucional é justamente a oposta.

Os governantes exercem funções temporárias.

As instituições existem para servir ao interesse público.

O poder pertence ao povo.

Nenhuma democracia sólida se fortalece reduzindo espaços de debate ou tratando o cidadão crítico como um adversário. Instituições fortes não precisam de reverência permanente; precisam de legitimidade, transparência e capacidade de prestar contas à sociedade.

O verdadeiro teste democrático

É fácil defender a democracia quando ela protege aqueles com quem concordamos.

O verdadeiro teste acontece quando ela protege o direito de expressão, de participação e de oposição de quem pensa diferente.

A democracia não existe para eliminar conflitos de ideias. Ela existe para permitir que esses conflitos sejam resolvidos dentro das regras, com respeito às garantias fundamentais e às instituições.

Quando esse princípio é relativizado em nome de objetivos políticos, abre-se espaço para que o conceito seja apropriado por interesses circunstanciais.

Menos discursos, mais coerência

O Brasil precisa falar menos sobre democracia e praticá-la mais.

Praticá-la significa fortalecer instituições sem colocá-las acima do debate público. Significa respeitar a Constituição, garantir direitos fundamentais, promover transparência, combater privilégios, exigir responsabilidade de todos os agentes públicos e reconhecer que nenhuma autoridade está imune à crítica legítima.

A democracia não se mede pelo número de vezes que a palavra aparece em discursos oficiais. Mede-se pela forma como o poder lida com o dissenso, pela confiança que inspira nos cidadãos e pela capacidade de preservar direitos mesmo em momentos de tensão.

Conclusão

A banalização da palavra "democracia" talvez seja um dos sintomas mais preocupantes do atual debate público brasileiro. Quanto mais ela é usada como palavra de ordem, menos espaço sobra para discutir seu verdadeiro conteúdo.

Nenhuma democracia se fortalece apenas pela repetição de um conceito. Ela se fortalece quando seus princípios são aplicados com coerência, quando as instituições aceitam o escrutínio público e quando os cidadãos podem exercer seus direitos sem receio de que a discordância seja confundida com deslealdade.

Uma democracia autêntica não precisa ser proclamada a cada discurso. Ela se revela nas atitudes, na observância das regras e no respeito à pluralidade de ideias. Quando a palavra vale mais do que a prática, corre-se o risco de preservar o nome e enfraquecer o significado.

O STF perdeu a confiança do povo? Ignorar essa pergunta pode custar caro à democracia

Durante anos, o Supremo Tribunal Federal ocupou um lugar discreto na vida dos brasileiros. Era um tribunal conhecido principalmente por juristas e especialistas,


responsável por interpretar a Constituição e resolver conflitos entre os Poderes. Hoje, porém, a realidade é outra. O STF tornou-se protagonista do debate político nacional. E, junto com esse protagonismo, vieram as críticas, os questionamentos e uma evidente erosão da confiança de parte da população.

Há quem responda a esse cenário dizendo que toda crítica ao Supremo representa um ataque à democracia. Esse raciocínio é simplista e perigoso. Em uma democracia, nenhuma instituição deve estar acima do debate público. Respeitar o STF não significa considerá-lo infalível. Da mesma forma, discordar de decisões da Corte não torna alguém inimigo do Estado Democrático de Direito.

A verdadeira questão é outra: por que tantos brasileiros passaram a desconfiar da instituição que deveria representar o último guardião da Constituição?

O poder cresce, mas a cobrança também

Nos últimos anos, o STF assumiu um protagonismo raramente visto desde a promulgação da Constituição de 1988. Questões envolvendo eleições, liberdade de expressão, redes sociais, investigações, relações entre os Poderes e direitos fundamentais passaram a ser decididas pela Corte com enorme repercussão política.

Em muitos casos, isso ocorreu porque conflitos chegaram ao tribunal por iniciativa de partidos, autoridades ou cidadãos, dentro dos mecanismos previstos na Constituição. Em outros, críticos entendem que o Supremo adotou uma postura excessivamente expansiva em suas competências. Independentemente da avaliação, o resultado foi o mesmo: o STF deixou de ser visto apenas como árbitro e passou a ser percebido por muitos como um dos protagonistas do jogo político.

E quando o árbitro passa a ocupar o centro do espetáculo, sua atuação inevitavelmente será observada com muito mais rigor.

O silêncio do Congresso tem um preço

Também seria intelectualmente desonesto atribuir toda essa situação ao Supremo.

O Congresso Nacional frequentemente evita enfrentar temas complexos ou impopulares. A omissão legislativa abre espaço para que o Judiciário seja provocado a decidir questões que, idealmente, deveriam ser resolvidas pelos representantes eleitos.

Quando isso acontece repetidas vezes, cria-se um desequilíbrio institucional. Não porque o STF necessariamente deseje ampliar seu espaço, mas porque o vazio deixado pelos demais Poderes acaba sendo preenchido.

Ainda assim, é legítimo que a sociedade questione até onde deve ir essa atuação.

Confiança não nasce da autoridade

Uma democracia não funciona apenas porque suas instituições existem. Ela funciona quando as pessoas acreditam nelas.

O problema é que confiança não pode ser decretada. Ela precisa ser conquistada todos os dias.

Quando decisões geram forte divisão social, quando mudanças de entendimento alimentam dúvidas sobre previsibilidade ou quando ministros se tornam figuras centrais do debate político, parte da população passa a enxergar o tribunal por um prisma diferente.

Isso não significa, por si só, que a Corte tenha abandonado sua função constitucional. Mas significa que sua imagem pública foi profundamente transformada.

A crítica não pode ser confundida com hostilidade

Existe um erro recorrente no debate brasileiro: tratar qualquer crítica ao STF como uma ameaça à democracia.

Esse pensamento enfraquece o próprio debate democrático.

Instituições fortes não são aquelas que deixam de ser questionadas. São aquelas capazes de responder às críticas com argumentos, transparência e respeito às regras do Estado de Direito.

Da mesma forma, críticas responsáveis não podem ser construídas sobre boatos, ataques pessoais ou desinformação. Discordar de uma decisão é legítimo; desqualificar a instituição sem base factual não contribui para fortalecer a democracia.

Polarização: o combustível da desconfiança

Outro fator que não pode ser ignorado é a polarização política.

No Brasil de hoje, praticamente toda decisão pública é interpretada pela ótica da disputa entre grupos políticos. O STF, inevitavelmente, foi arrastado para esse ambiente.

Cada julgamento importante passa a ser comemorado por um lado e condenado pelo outro. O debate jurídico cede espaço ao embate ideológico.

Nesse contexto, preservar a percepção de imparcialidade torna-se um desafio ainda maior.

Nenhuma democracia sobrevive sem confiança

A Constituição concede ao STF uma responsabilidade extraordinária. Mas esse poder vem acompanhado de uma exigência igualmente extraordinária: inspirar confiança.

Quando parte significativa da sociedade passa a questionar essa confiança, não basta responder que as decisões são técnicas. Também é necessário fortalecer a transparência, a previsibilidade e a comunicação institucional.

A legitimidade do Judiciário decorre da Constituição, mas sua autoridade perante a sociedade também depende da percepção de que suas decisões são coerentes, bem fundamentadas e aplicadas de forma igual para todos.

O que está em jogo

A discussão sobre o STF não deveria interessar apenas a juristas ou políticos. Ela diz respeito a qualquer cidadão que acredita na democracia.

Se a confiança nas instituições continuar se deteriorando, perde o país inteiro.

Sem confiança, cresce a polarização. Cresce a descrença na Justiça. Cresce a dificuldade de construir consensos mínimos para enfrentar os desafios nacionais.

Por outro lado, fortalecer a confiança não significa blindar o Supremo de críticas. Significa criar um ambiente em que decisões possam ser debatidas com responsabilidade, transparência e respeito às instituições.

Conclusão

O STF não é o único responsável pela crise de confiança que atravessa o Brasil. Congresso, Executivo, partidos políticos, imprensa e outras instituições também enfrentam níveis variados de desgaste perante a opinião pública.

Mas justamente por ocupar o posto de guardião da Constituição, espera-se do Supremo um compromisso permanente com a imparcialidade, a previsibilidade e a comunicação clara de suas decisões.

Ignorar o desconforto de parte da população não fortalece a democracia; compreender suas causas e enfrentá-las dentro dos limites constitucionais pode fortalecê-la.

A democracia não precisa de instituições imunes à crítica. Precisa de instituições suficientemente sólidas para conviver com ela. E essa talvez seja a maior responsabilidade de qualquer Corte Constitucional: proteger a Constituição sem perder a confiança daqueles em nome de quem ela existe — o povo brasileiro.

Como Confiar nos Políticos no Brasil? A Mudança Começa com o Eleitor

"Não confio em político." Essa é uma das frases mais repetidas pelos brasileiros quando o assunto é política. Depois de tantos escândalos de corrupção,


promessas não cumpridas e crises econômicas, é compreensível que grande parte da população tenha perdido a confiança em quem ocupa cargos públicos.

Mas será que desconfiar de todos os políticos resolve o problema? Ou essa descrença apenas fortalece um ciclo em que maus representantes continuam sendo eleitos enquanto a população se afasta da participação política?

A verdade é que a democracia não depende apenas dos políticos. Ela depende, principalmente, dos cidadãos. E talvez essa seja a reflexão mais importante: a política só muda quando o eleitor também muda sua forma de participar.

A confiança foi abalada, e com razão

Seria ingenuidade dizer que a desconfiança dos brasileiros surgiu sem motivos. Ao longo das últimas décadas, o país assistiu a inúmeros casos de corrupção, desperdício de dinheiro público, favorecimentos, promessas esquecidas logo após as eleições e disputas políticas que muitas vezes colocaram interesses particulares acima das necessidades da população.

Tudo isso contribuiu para criar um sentimento coletivo de frustração.

Quando hospitais carecem de recursos, escolas enfrentam dificuldades e serviços públicos deixam a desejar, é natural que o cidadão questione se seus representantes estão realmente cumprindo o papel para o qual foram eleitos.

Nem todo político merece ser colocado no mesmo grupo

Apesar das críticas serem legítimas, existe um erro que muitos brasileiros cometem: acreditar que todos os políticos são iguais.

Essa generalização pode parecer confortável, mas impede uma análise justa. Existem gestores públicos comprometidos, parlamentares atuantes e administradores que trabalham com responsabilidade, assim como existem aqueles que decepcionam seus eleitores.

Julgar todos da mesma forma é deixar de reconhecer quem trabalha corretamente e, ao mesmo tempo, reduzir a importância de avaliar cada candidato por seus resultados.

Confiar não significa acreditar cegamente. Significa analisar, comparar e cobrar.

O maior erro acontece depois das eleições

Existe um comportamento bastante comum no Brasil: o eleitor acompanha intensamente a campanha eleitoral, escolhe seu candidato e, depois da votação, simplesmente deixa de acompanhar seu mandato.

Esse talvez seja um dos maiores problemas da nossa democracia.

Um representante público precisa prestar contas durante todo o mandato, não apenas na época da eleição.

A fiscalização da população deveria ser constante. É preciso acompanhar votações, projetos apresentados, utilização de recursos públicos e posicionamentos diante dos principais temas que afetam a sociedade.

Quando o eleitor desaparece por quatro anos, abre espaço para que muitos políticos atuem sem a pressão natural da sociedade.

O voto não pode ser emocional

Outro desafio está na forma como muitos brasileiros escolhem seus candidatos.

Ainda é comum votar por amizade, influência familiar, simpatia, fama ou por mensagens compartilhadas nas redes sociais.

Mas administrar uma cidade, um estado ou um país exige muito mais do que popularidade.

Antes de confiar em qualquer candidato, vale fazer perguntas simples:

  • Qual é seu histórico?
  • Já ocupou cargo público?
  • Cumpriu o que prometeu?
  • Tem propostas viáveis?
  • Demonstra preparo técnico?

Essas respostas dizem muito mais do que qualquer slogan de campanha.

Redes sociais: informação ou manipulação?

Nunca foi tão fácil acompanhar a atuação de políticos. Ao mesmo tempo, nunca foi tão fácil ser influenciado por informações incompletas ou falsas.

As redes sociais aproximaram representantes e eleitores, mas também favoreceram a polarização e a disseminação de desinformação.

Por isso, confiar exige responsabilidade.

É fundamental verificar informações, consultar diferentes fontes e evitar formar opiniões apenas com base em vídeos curtos ou publicações que confirmem nossas próprias crenças.

O pensamento crítico é uma das ferramentas mais importantes para fortalecer a democracia.

A confiança deve ser conquistada diariamente

Nenhum político merece confiança apenas porque foi eleito.

A confiança deve ser construída durante todo o mandato.

Ela nasce da transparência, da prestação de contas, do respeito ao dinheiro público, da coerência entre discurso e prática e da disposição em ouvir a população.

Quando essas características desaparecem, a confiança também desaparece.

E isso faz parte do processo democrático.

O eleitor também faz parte do problema — e da solução

É fácil responsabilizar apenas os políticos pelos problemas do Brasil.

Mais difícil é reconhecer que a sociedade também possui responsabilidades.

Quando vendemos nosso voto, deixamos de pesquisar candidatos, compartilhamos notícias falsas, ignoramos casos de corrupção ou votamos apenas por emoção, contribuímos para manter um sistema que tanto criticamos.

Por outro lado, quando participamos, fiscalizamos, cobramos resultados e votamos de maneira consciente, ajudamos a construir uma política mais responsável.

Nenhum país fortalece sua democracia apenas escolhendo bons governantes. É preciso também formar cidadãos atentos e participativos.

Conclusão

Confiar nos políticos brasileiros não significa fechar os olhos para os problemas do país. Significa compreender que a confiança não é um presente oferecido durante a campanha eleitoral, mas uma conquista construída com trabalho, ética, transparência e resultados.

Mais importante do que acreditar em promessas é acompanhar ações. Mais importante do que defender um partido é defender princípios. E mais importante do que reclamar da política é participar dela de forma consciente.

A democracia nunca será perfeita, mas ela pode melhorar quando cada cidadão entende que seu papel não termina na urna. O voto é apenas o primeiro passo. A verdadeira transformação acontece quando a sociedade permanece vigilante, cobra resultados e valoriza aqueles que realmente trabalham pelo interesse público.

No fim das contas, a pergunta talvez não seja "como confiar nos políticos?", mas "o que estamos fazendo para exigir uma política melhor?". Enquanto essa reflexão não fizer parte da rotina dos brasileiros, continuaremos repetindo os mesmos erros e esperando resultados diferentes.

terça-feira, 10 de agosto de 2021

O que é DEMOCRACIA para os políticos.

 A democracia pertence ao povo ou aos políticos?

A palavra "democracia" é uma das mais repetidas no discurso político. Ela aparece em campanhas eleitorais, debates, entrevistas, discursos oficiais e até mesmo em decisões controversas. Mas uma pergunta merece ser feita: o que realmente significa democracia para os políticos?

Na teoria, a democracia é o governo do povo, exercido por representantes eleitos para defender os interesses da sociedade. Na prática, porém, muitos brasileiros têm a impressão de que o conceito passou a ser utilizado conforme a conveniência de quem está no poder.

Essa percepção não surgiu por acaso. Ela é resultado de décadas de escândalos de corrupção, promessas não cumpridas, privilégios políticos e uma crescente distância entre representantes e representados.

A democracia ideal

Em uma democracia saudável, o cidadão escolhe seus representantes através do voto livre. Esses representantes administram o Estado obedecendo às leis, respeitando a Constituição, garantindo direitos individuais, promovendo igualdade perante a lei e prestando contas de seus atos.

Além disso, uma verdadeira democracia pressupõe:

  • liberdade de expressão;
  • liberdade de imprensa;
  • respeito às instituições;
  • independência entre os Poderes;
  • transparência;
  • combate à corrupção;
  • alternância de poder;
  • participação popular.

Esse é o modelo ensinado nas escolas e previsto na Constituição.

A democracia na prática política

O problema começa quando a democracia deixa de ser um princípio e passa a ser apenas um discurso.

É comum observar políticos que defendem a democracia apenas quando ela favorece seus interesses. Quando decisões populares contrariam seus projetos ou quando surgem críticas ao governo, muitos passam a tratar opiniões divergentes como ameaças.

Em alguns casos, o termo "defesa da democracia" acaba sendo utilizado para justificar medidas que restringem debates, aumentam a polarização ou concentram mais poder nas mãos do Estado.

Para grande parte da população, cria-se a impressão de que democracia significa apenas vencer eleições. Depois disso, o diálogo com a sociedade perde espaço para decisões tomadas sem ampla participação popular.

Democracia não é um cheque em branco

Ser eleito não dá ao governante autorização para agir sem limites.

Uma democracia sólida depende justamente da existência de mecanismos de controle, fiscalização e equilíbrio entre os Poderes.

O Parlamento fiscaliza o Executivo.

O Judiciário garante o cumprimento das leis.

A imprensa investiga.

A sociedade cobra.

Quando qualquer desses pilares enfraquece, a democracia também se enfraquece.

Por isso, questionar decisões públicas, exigir transparência e cobrar responsabilidade não representa um ataque à democracia. Pelo contrário: faz parte do seu funcionamento.

O cidadão tem sido ouvido?

Essa talvez seja uma das maiores dúvidas do eleitor brasileiro.

Após o período eleitoral, muitos cidadãos sentem que sua participação termina nas urnas. Promessas de campanha desaparecem, prioridades mudam e decisões importantes passam a ser tomadas sem consulta à população.

Enquanto isso, temas que afetam diretamente a vida das pessoas — como saúde, segurança, educação, geração de empregos, carga tributária e combate à corrupção — frequentemente ficam em segundo plano diante das disputas políticas.

Essa sensação de distanciamento alimenta a descrença nas instituições e reduz a confiança na classe política.

Democracia exige responsabilidade

Os direitos garantidos pela democracia caminham lado a lado com responsabilidades.

Governantes devem administrar com transparência.

Parlamentares precisam legislar pensando no interesse coletivo.

Juízes devem aplicar a lei com imparcialidade.

E os cidadãos têm o dever de acompanhar, fiscalizar e participar da vida pública.

Quando qualquer desses atores deixa de cumprir seu papel, todo o sistema perde credibilidade.

O perigo da banalização da palavra democracia

Quando uma palavra é utilizada para justificar qualquer atitude, ela perde seu verdadeiro significado.

Se toda crítica é considerada um ataque à democracia, o debate público enfraquece.

Se apenas uma opinião é aceita como legítima, a pluralidade desaparece.

Se interesses políticos passam a prevalecer sobre os interesses da população, o conceito democrático fica esvaziado.

Uma democracia madura convive com divergências. Ela protege o direito de concordar e também o direito de discordar.

O papel do eleitor

Mais importante do que ouvir discursos é observar atitudes.

O eleitor deve analisar:

  • se o político cumpre suas promessas;
  • se presta contas de seus atos;
  • se respeita as leis;
  • se administra com transparência;
  • se combate privilégios;
  • se atua em benefício da população.

A democracia não termina no dia da eleição. Ela continua diariamente por meio da fiscalização dos representantes escolhidos.

Conclusão

A democracia é um dos pilares mais importantes de uma sociedade livre. No entanto, sua força depende da coerência entre discurso e prática.

É legítimo que cidadãos questionem seus representantes, cobrem resultados e debatam decisões públicas. Essa participação fortalece o regime democrático e contribui para instituições mais responsáveis e transparentes.

Independentemente da posição política de cada pessoa, preservar a democracia significa defender eleições livres, respeito às leis, liberdade de expressão, pluralidade de opiniões e prestação de contas por parte dos agentes públicos.

Mais do que uma palavra presente em discursos, a democracia deve ser vivida diariamente, sempre colocando o interesse público acima dos interesses individuais ou partidários.

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Lula promove um golpe de estado, diz site

Publicado em 07/04/2020


O ex-presidiário Lula quer aproveitar a crise causada pelo vírus chinês para desestabilizar o governo federal e derrubar o presidente Jair Bolsonaro. Segundo o site PanAm Post, com sede em Miami e especializado em notícias da América Latina, o petista promove um golpe de estado com o objetivo de afastar do poder um presidente eleito por mais de 57 milhões de brasileiros.

De acordo com reportagem do PanAm Post, a “campanha de desestabilização contra Bolsonaro tem dois objetivos: primeiro, criar uma crise regional que serve para impedir a queda iminente de Maduro; e segundo, encobrir o envolvimento do Foro de São Paulo no narcotráfico”.

A publicação aponta que, para alcançar o objetivo de “tirar Bolsonaro do poder”, Lula pediu a colaboração de seu antigo amigo, o ex-guerrilheiro argentino Horacio Verbitsky, membro do Foro de São Paulo.

No início de abril, o guerrilheiro espalhou, de maneira mentirosa, que “havia comunicação telefônica de um alto chefe do Exército Brasileiro com um dos argentinos, no qual o brasileiro informou que eles haviam tomado a decisão de ignorar o presidente Bolsonaro em todas as decisões importantes”.

O site aponta que o plano de Lula de desestabilizar o governo Bolsonaro parece ser uma ação defensiva. Isso porque a acusação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos contra Nicolás Maduro o afeta diretamente.

Na acusação contra o ditador venezuelano, a Justiça norte-americana afirma que, em 2009, o então ministro das Relações Exteriores Nicolás Maduro viajou para Honduras para apoiar o presidente deposto Manuel Zelaya. Entretanto, seu verdadeiro objetivo era proteger as rotas de transporte de drogas do Cartel dos Sóis, do qual seria um dos líderes, segundo os EUA.

Lula trabalhou diretamente com Maduro para devolver Zelaya à presidência. Por isso, o PanAm Post aponta que a investigação dos Estados Unidos sobre o papel de Maduro no narcotráfico pode, de alguma maneira, respingar em Lula e outros membros do Foro de São Paulo, incluindo Evo Morales, Rafael Correa, Daniel Ortega e Cristina Kirchner, (amiga e aliada de Horacio Verbitsky). Como se vê, o golpe para derrubar Bolsonaro não passa de uma cortina de fumaça para algo bem maior. 

É muita a cara da esquerda, que na minha opinião só tem bandido.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Quem tem medo da polícia e dos militares????


Incrível como tem gente que tem a coragem de se expor dizendo que estão com medo de uma ditadura militar no País. Agora a minha pergunta é: Quem esta com medo? A quem os militares colocam medo?
Não acredito que isso possa acontecer nos dias de hoje, o que deve correr é que as pessoas que não são do bem, que praticam roubos, trafico, assassinatos e todos os tipos de delitos terão que pagar por seus atos, o que não acontece hoje.
Essas mesmas pessoas dizem que tem medo dos militares, mais não dizem que estão abandonadas pelo poder hoje, não temos saúde, escolas, empregos, não podemos sair na rua com um celular porque corremos o risco de sermos assaltados e até mortos por bandidos, ou seja, a bandidagem tomou conta do nosso país e tem gente que acha que os políticos que foram os responsáveis por essa baderna será o mesmo que vai acabar com tudo isso.
Eu não tenho medo de polícia ou militar nenhum, porque sou uma pessoa do bem, não faço nada de errado, sou trabalhador, pago as minhas contas, por isso, porque eu teria medo de militar?
Estamos tendo a chance de mudarmos nosso país, de acabarmos, ou pelo menos, iniciarmos uma limpeza de gente ruim nos nossos poderes. É claro que não sabemos se Bolsonaro será um ótimo Presidente, mais uma coisa sabemos, vamos tirar esses políticos bandidos do poder, vamos acabar com essa quadrilha que tomou conta do nosso país e depois vamos aos poucos reerguer nossa nação.
A toda hora vemos na TV os poderosos do STF, ou mesmo do Governo dizendo que temos hoje um poder sólido, uma democracia sólida, instituições sólidas, então quem tem medo????   

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Por isso não acredito em politico nenhum


Instituto de Gilmar Mendes recebeu 2,1 milhões da Friboi. Ministro diz que não precisa se explicar: ‘Eu sou supremo’


O grupo J&F, que controla a JBS, gastou nos últimos dois anos R$ 2,1 milhões em patrocínio de eventos do IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), que tem como sócio o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Ao ser questionado pela Folha sobre o assunto, o instituto disse que devolveu R$ 650 mil deste total no dia 29 de maio, após a revelação do acordo de delação premiada de executivos da empresa.

O IDP diz que, em razão de uma cláusula contratual relacionada à conduta ética e moral por parte do patrocinador, rescindiu um contrato assinado em 11 de junho de 2015 com o grupo.

Segundo a faculdade, os recursos foram destinados a cinco eventos, “além do suporte a um grupo de estudos em Direito do Trabalho, da concessão de bolsas de estudo para estudantes carentes e egressos do sistema prisional, cursos gratuitos para a comunidade”.

De acordo com o IDP e a JBS, um dos congressos incluídos nos patrocínios ocorreu em abril, em Portugal, pouco mais de uma semana depois de sete executivos do frigorífico firmarem um acordo de delação com o Ministério Público Federal. Participaram daquele encontro magistrados, ministros do governo de Michel Temer, além de advogados e políticos.

A JBS, por meio da assessoria de imprensa, diz que gastou R$ 1,45 milhão desde 2015, sem mencionar a devolução de R$ 650 mil. A empresa cita três congressos patrocinados, sendo o último realizado em Portugal, neste ano, no valor de R$ 650 mil.

A delação foi homologada pelo ministro Edson Fachin no STF, relator do caso, que decidiu levar ao plenário do tribunal um recurso do governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), que contesta sua relatoria. Ou seja, o colegiado do qual Gilmar faz parte terá que tomar decisão sobre a delação. Não há ainda data para esse julgamento.

Em maio, Gilmar defendeu que a homologação da delação fosse discutida pelo plenário. O acordo tem sido alvo de críticas por supostas fragilidades em relação a penas dos envolvidos.

No dia 27 de maio, reportagem da Folha informou que a família de Gilmar vende gado no Mato Grosso para o frigorífico –segundo ele, as negociações são encabeçadas pelo irmão. O ministro diz que não havia motivo para se declarar impedido de participar de votações sobre assuntos envolvendo a empresa.

Na ocasião, a reportagem o questionou sobre encontro que teve com o empresário Joesley Batista, delator e um dos sócios da JBS que gravou secretamente o presidente Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Gilmar confirmou a reunião, ocorrida, segundo ele, a pedido do advogado Francisco de Assis e Silva, outro delator da empresa. Joesley, de acordo com Gilmar, apareceu de surpresa. A reunião, diz o ministro, tratou de questão referente a um julgamento do STF sobre o setor de agronegócio.

A data da conversa, segundo Gilmar, é posterior a 30 de março, quando o tribunal realizou um julgamento sobre o Funrural, fundo abastecido com contribuições de produtores rurais à previdência.

O IDP anunciou a presença do presidente Temer em um seminário patrocinado pelo governo. De acordo com a programação, Temer participará da cerimônia de abertura do seminário, marcado para os dias 20 e 21 de junho.

O evento é chamado de “7º Seminário Internacional de Direito Administrativo e Administração Pública-Segurança Pública a Partir do Sistema Prisional”. O anúncio no site da faculdade de Gilmar estampa propaganda da Caixa e o logo oficial do governo. O banco informou à Folha que vai repassar R$ 90 mil de patrocínio. O ministro e a faculdade negam conflitos de interesse –alegam que a Caixa patrocina eventos do instituto desde 2011.

OUTRO LADO

O IDP afirmou que até a delação, “a conduta das empresas do grupo J&F era considerada exemplar”, inclusive como relevantes patrocinadores de iniciativas acadêmicas e culturais de inúmeras instituições públicas e privadas.

“As ofertas de patrocínio, para qualquer empresa, são formuladas pela administração e pelo jurídico do IDP, por escrito. A exposição da marca é sempre decisão unilateral do patrocinador”, disse o instituto.

Sobre os R$ 650 mil devolvidos em maio, o IDP diz que os recursos chegaram depois da realização do evento. E, por isso, como não foram gastos, foram devolvidos.

Por meio da assessoria, Gilmar disse que “não é, nem nunca foi, administrador do IDP. Sendo assim, não há como se manifestar sobre questões relativas à administração do instituto”. E citou as regras previstas na legislação sobre possível impedimento dele em julgamentos.

A assessoria da JBS não respondeu a diversas questões feitas pela Folha: quem fez os pedidos em nome do IDP, se houve alguma solicitação por parte de Gilmar e se a JBS costuma patrocinar eventos de outras faculdades. (UOL)

Fonte:
News Atual
https://www.newsatual.com

O que eu tenho a dizer é que é um absurdo esse politico cara de pau, sem vergonha, e ainda se acha o dono da verdade, o todo poderoso. Na verdade é um safado, sem moral nenhuma, politico que luta contra o povo brasileiro, deve ser expulso da politica.